Poucas coisas devem ter permanecido tanto tempo marcadas na história de uma cidade ou região como os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. Os ataques que derrubaram as famosas “torres gêmeas” do World Trade Center é algo que até hoje está enraizado no cotidiano de New York. No entanto, apesar de ser uma cicatriz na cidade, eles encontraram formas de superar. E como não poderia ser diferente, esses locais viraram se tornaram não apenas pontos de homenagem mas também pontos de visitação e locais que atraem muitos turistas.

No que é chamado Ground Zero, ou seja o local onde ocorreram os impactos dos aviões às torres gêmeas, foram construídos alguns memoriais e também um Museu do 11 de Setembro.

Memorial

Começando pelo 9/11 Memorial, a praça foi construída em homenagem às vitimas dos atentados terrorista não apenas de 2001, mas também dos atentados de 1993 às torres. Onde uma bomba explodiu no subsolo do prédio.

No exato local onde estavam as torres Norte e Sul, duas fontes foram construídas para simbolizar as perdas de quase 3000 pessoas que estavam nos prédios ou que morreram durante o resgate das vítimas. new_york-memorial_fountain

Idealizada pelo arquiteto Michael Arad, foi inaugurada em 11 de Setembro de 2011. A água escorre para dentro das fontes, representando as lágrimas de todos os afetados pelos atentados e simbolizando um choro eterno por elas. As fontes possuem os nomes de todas as vítimas dos atentados e uma flor é colocada em cada nome no dia que representaria o seu aniversário.

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Museu

Ao lado da fonte está o Museu Nacional do 11 de Setembro. National September 11 Museum & Memorial at the World Trade Center foi um nome atribuído em 2007 para o que até então era conhecido como A World Trade Center Memorial Foundation.

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O museu foi inaugurado em 15 de Maio de 2014, com exibição de aproximadamente 10300 peças, incluindo peças particulares doadas, objetos retirados do local dos atentados, fragmento de aviões, carros de bombeiros, peças estruturais das torres, como vigas retorcidas, elevadores, elevadores, motores, antenas e uma infinidade de outros objetos.

O que impressiona ao visitar a galeria e o museu é a “grandiosidade” de tudo. Você tem uma pequena impressão dos acontecimentos vendo tudo pela televisão, lendo noticias e vendo fotos na internet. Mas estando dentro do museu, que foi construído abaixo do local das torres, vendo o tamanho das vigas retorcidas, a estrutura das paredes, a fundação das torres etc, é possível ter uma ideia da magnitude do acontecimento. É um choque de realidade te dando um tapa e fazendo você abrir os olhos. Nada, nenhuma imagem, nenhum artigo é tão impressionante e ao mesmo tempo chocante quanto estar ali e ver a dimensão das coisas.

Apesar de ser uma mostra muito bem organizada, o clima do local é um pouco pesado. Não é raro encontrar pessoas se emocionando com alguns fatos, histórias e mesmo fotos. No centro da exposição, existe uma “sala escura” onde são exibidos vídeos, gravações de ligações, notícias e objetos de pessoas. Correios de voz, com mais de 70 / 80 mensagens de pessoas ligando para parentes ou amigos presos nas torres, mensagens de texto de pessoas querendo saber notícias, vídeo de pessoas pulando das janelas das torres tentando se salvar do fogo.

É uma das salas mais emocionantes e ao mesmo tempo difíceis de se ficar por muito tempo, mas mostra em suas entrelinhas o alcance e as consequências de ataques terroristas, como ele impacta as pessoas diretamente e indiretamente através de parentes, amigos e pessoas próximas. É um clima de tristeza que acaba sendo compartilhado de forma coletiva (mesmo que de forma silenciosa) com todos que estão ali.

One World Trade Center

O One World Trade Center, foi construído como um substituto às torres gêmeas do World Trade Center. Foi erguido tanto em homenagem às antigas torres quanto considerado na época, como um símbolo de superação dos acontecimentos e para demonstrar que NY não abaixaria a cabeça para o terrorismo. Em 2009 foi confirmado o nome One World Trade Center, no que antes era chamado de Freedom Tower.

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Sua construção iniciou em Abril de 2006 e em Novembro de 2014 ele foi oficialmente aberto. Entre os 10 maiores prédios do mundo e segundo maior dos Estados Unidos.

Com a sua abertura, foi inaugurado também o One World Observatory. Você pode comprar ingressos para fazer uma visita ao prédio e também ao seu deck de observação, no topo. Você terá uma visão de toda a ilha de Manhattan do prédio mais alto de New York. Existem diversos pacotes e preços, dependendo do dia e do horário que você escolher. Na entrada é apresentado um vídeo sobre a construção, um pouco da história do local e em seguida um elevador leva os visitantes para um passeio panorâmico até chegar ao topo do prédio. Onde um deck permite uma visão de 360º da ilha.

No topo do One World Trade Center também existe um restaurante, em que você pode comer com a vista das alturas.

Resumo

Chegar ao Memorial e Museu do 11 de Setembro é fácil pois ele está localizado entre diversas estações de metrô na região, e está há duas quadras de Wall Street em Lower Manhattan.

De metrô você pode escolher entre a estação Cortland St [Linha R] ou a Fulton St [Linha 4 e 5]. No meu caso, eu aproveitei o mesmo dia para conhecer Wall Street e o Charging Bull, que fica à penas algumas quadras de distância e você pode fazer o percurso delas a pé até o Memorial.

Apesar de ser um lugar bem interessante para se conhecer, é um lugar que tem um clima um pouco triste para os americanos dada as proporções dos acontecimentos. O museu não costuma ser lotado e o controle de entrada de pessoas é feito por horário, que você escolhe ao comprar seu ticket na bilheteria. O que torna a entrada mais organizada e  diminui o fluxo de pessoas de uma vez só.

Com a visita à Wall Street bem cedo, é possível chegar ao museu e memorial ainda antes do almoço e conhecer tudo até o início da tarde, se você estiver com pressa ou com outros passeios marcados.

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