O Museu de História Natural é com certeza um dos passeios mais interessantes de New York. Quando você chega nele já tem uma leve percepção de quão grande ele é. Mas se engana quem pensa que este é um passeio para apenas um dia.

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Sim, o Museu é enorme, e mesmo que você passe por todas as galerias correndo, não pare para tirar nenhuma foto, tente visitar todas as salas e exposições, ainda assim me arrisco a dizer que não será possível ver tudo em apenas um dia. A sugestão aqui seria a seguinte se você não tem mais de um dia para visitar o Museu ou está com seu planejamento apertado e não conseguirá colocar mais uma visita à ele em seu itinerário: faça o download do Mapa do Museu antes (tem também opção em Português) e escolha os locais que queira ir com antecedência. Escolha pelos assuntos que mais lhe agradam e vá direto à eles. Assim, o tempo que sobrar após visitar estes locais você poderá usar para conhecer outras áreas e galerias.

Sobre o Museu

Localizado em Upper Manhattan, o Museu  fica ao lado do Central Park e todo o complexo possui 27 prédios interconectados, com 45 áreas de exibições permanentes, além de um planetário e uma biblioteca.

A coleção do museu conta com mais de 32 milhões de peças entre plantas, animais, humanas, fosseis, minerais, pedras, meteoros e artefatos culturais da humanidade. Nem todos são exibidos ao mesmo tempo, e as mostras mudam de tempos em tempos, ocupando um espaço de 190.000 m². Ao todo trabalham no museu aproximadamente 230 cientistas em tempo integral e por ano a quantidade de pessoas que visitam o local passa de 5 milhões.

O acesso é fácil através do metro, onde existe uma estação ao lado da entrada, a 81St – Museu of Natural history [B,C].

Transformado em museu em 1869, o complexo era até então um local de armazenamento de armas e munições para a milícia do estado de New York.

Entrada e Galerias

Para entrar no museu é necessário um Ingresso e você pode adquiri-lo nos guichês do saguão de entrada. Apesar do que está escrito nesses guichês, o preço cobrado é um valor sugerido. Ou seja, você não precisa pagar aquele valor para entrar, e pode pagar o valor que achar que vale. Isso é comum em muitos lugares nos Estados Unidos. Alguns museus oferecem entrada grátis e pedem uma tip (não obrigatória). Outros cobram ingresso, mas você paga quanto quiser. Sim, você pode entrar no museu pagando apenas U$ 1.00. O valor arrecadado é todo revertido para o próprio museu, então não custa sempre cooperar com um pouco mais do que algumas poucas moedinhas no ingresso.

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Junto à compra do ingresso há também a opção de se adquirir entradas para filmes, exibições específicas e algumas projeções. Ao contrário do ingresso, essas são cobradas à parte. Existe o cinema 360° dentro  do planetário, onde todo o teto do local recebe a projeção, fazendo parecer que você está realmente no espaço. A programação de alguns locais muda com o tempo, veja se alguma lhe interessa na hora de comprar os ingressos, pois elas realmente valem o valor pago.

Além disso, uma vez dentro do museu, existem as incontáveis e intermináveis galerias, e não se preocupe se você se perder la dentro, uma porta leva à uma outra, que leva à outra e no final você descobre que não sabe mais onde está.

É praticamente impossível comentar em um único texto sobre cada galeria. Existem tantas, que cada uma daria um texto à parte. Mas vou tentar enumerar alguma das que existem lá e são permanentes, ocorrendo apenas trocas ou inclusão de objetos durante determinados períodos do ano:

Hall dos Mamíferos: Mamíferos do Mundo Antigo, Mamíferos Asiáticos, mamíferos do Mundo Atual.

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Hall dos Pássaros, Répteis e Anfíbios.

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Hall da Biodiversidade e Meio Ambiente: Hall das Florestas Norte Americanas, Hall da Vida nos Oceanos / Hall da Origem Humana e Cultural: Hall da Cultura Humana, Hall da Origem Humana.

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Hall da Terra e Ciências Planetárias: Hall dos Meteoritos, Hall das Pedras Preciosas e Minerais. Também próximo fica o Rose Center for Earth and Space.

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Por fim existe o Hall dos Fósseis e alguns laboratórios de pesquisa e exibição.

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Uma Noite no Museu

O Museu de História Natural também é famoso por aparecer no filme “Uma Noite no Museu (Night at the Museum – 2006). E apesar de algumas das peças ali existentes estarem de fato no Filme, nem tudo o que vemos está presente no museu. Por exemplo, não tente achar o Império Romano, nem a construção da estrada de ferro, pois essas duas maquetes não existem de fato por la.

Já o dinossauro que ilustra a entrada do Museu no filme, é este da foto acima.

Theodore Roosevelt está lá, mas não em cima de um cavalo. Ele está sentado em um banco, na entrada do hall de exibição que leva seu nome (fundador do museu).

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O Rose Center for Earth and Space, onde ocorre a festa dentro do museu é onde está a exibição do espaço, do planetário e a foto de Saturno e Urano acima aparece no filme.

O Macaco também está ali, mas não em uma posição de destaque, mas sim em um espaço no Hall dos Primatas.

Os Neandertais podem ser encontrados no Hall da Origem Humana.

E talvez o mais famoso de todos seja o “Gum Gum”, a enorme estátua Rapa Nui (Ilha de Páscoa), no Hall das Pessoas do Pacífico. Essa é uma das poucas atrações que você irá encontrar fila de pessoas para tirar foto ao lado.

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Uma curiosidade é que o próprio museu fez um vídeo institucional com essas semelhanças entre o filme e o que é exibido no museu:

Resumo

O Museu de História Natural Americana é um dos lugares obrigatórios de se passear em New York. Vá preparado para reservar no mínimo dois dias para conhecer todo o museu, se esse for realmente sua vontade. Caso contrário, faça o tour baseado no mapa e nas atrações que você realmente quer conhecer.

Não importa  a forma, não deixe de visitar, pois é um passeio fantástico e inesquecível. Eu citei apenas alguns dos “halls” disponíveis, os mais famosos e talvez os mais visitados, mas existe uma infinidade de galerias, mostras e halls. Alguns são divididos em sub-categorias.

Não deixe de ver também a projeção no planetário, ela conta a história do universo (Big Bang) em 360°. Totalmente recomendado.

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